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O Grupo Roda de Choro deu o tom festivo à reinauguração do Restaurante Universitário, no último dia 29, que há três anos estava fechado para reforma e ampliação. Uma cerimônia de abertura foi realizada minutos antes de ser servido o almoço que marcou a volta do RU. No dia foram servidas 611 refeições.
Sem esconder a alegria por estar devolvendo à comunidade universitária um espaço tão importante e ao mesmo tempo representativo, o reitor Mauro Baesso e o vice-reitor Julio Damasceno fizeram questão de participar do almoço inaugural. Ambos aprovaram o cardápio e o tempero.

Os gestores da Universidade ainda destacaram a importância de todos os servidores e setores envolvidos na conclusão das obras. Vale lembrar que após sucessivos atrasos e em razão de outras irregularidades apuradas, houve a rescisão com a construtora. Paralelamente, a administração da UEM decidiu continuar a reforma com mão de obra e recursos próprios.

Baesso relembra que o rompimento do contrato foi uma decisão difícil, inclusive do ponto de vista econômico. Perder a garantia de repasse de verba do Governo era só um lado da moeda. O outro seria reunir recursos suficientes para concluir o projeto. No início de julho do ano passado, após um período de greve nas universidades, houve a retomada da obra, que então estava com apenas 50% do projeto concluído.
Para o prefeito do Câmpus, Carlos Augusto Tamanini, essa foi uma decisão ousada e assertiva, possibilitando inclusive fazer readequações no projeto inicial, que se mostraram mais eficientes na rotina da cozinha e de outros setores do RU. Além de gerar economia.
A Prefeitura destacou 15 servidores envolvidos diretamente com o dia a dia da obra. Sem contar a equipe de engenheiros e arquitetos da Prefeitura. Contudo, o que se viu nesses oito meses de reforma foi um envolvimento de vários e diferentes setores da Universidade.
Para o prefeito do Câmpus, esse foi o maior dos méritos. “Considerando o cenário atual da Universidade, que sofre pela falta de recursos financeiros e de pessoal, o resultado é motivo de orgulho para todos. É uma satisfação ver que somos capazes”, salientou o prefeito.
A atual administração investiu menos de R$ 495 mil. Foram aproximadamente R$ 386 em construção e R$ 108 na compra de novos equipamentos e utensílios. Antes do rompimento do contrato o governo havia repassado cerca de R$ 750 mil à construtora.
Reforma e ampliação - O RU ocupa, hoje, 2.805,65 m² de área construída. No total foram 428,41 m² de ampliação de espaço e 593,61 m² de área reformada.
Com capacidade para acomodar confortavelmente até 800 usuários, incluindo quatro lugares para cadeirantes, o RU pode servir até 3.300 refeições por turno, segundo informou Rozilda das Neves, diretora de Assuntos Comunitários, setor ao qual o RU está ligado. 
Ainda segundo ela, nas próximas duas semanas, o atendimento se dará só no horário do almoço, sempre das 11 às 13 horas, de segunda a sexta-feira. No dia 11 de abril, quando inicia o ano letivo na UEM, serão duas refeições: almoço e jantar.
O preço das refeições varia de acordo com a categoria. Estudantes e servidores que recebem até três salários mínimos pagam R$ 4,00 e servidores com salários maiores do que três salários mínimos R$ 7,00. Para os demais usuários a refeição irá custar R$ 15,00.
Na reinauguração, um grupo de estudantes protestou contra os preços. O reitor adiantou que os valores foram baseados no custo das planilhas que ainda não são definitivas. O Conselho de Administração está analisando todos os custos para chegar aos números finais dentro do que é possível em razão do orçamento da Universidade e da verba disponível para assistência estudantil. De todo modo, segundo Baesso, o objetivo é não deixar nenhum estudante abandonar o curso em razão de questões econômicas. “Vamos acompanhar de perto a questão e fazer o possível para manter o estudante na Universidade”, pontuou o reitor.
Gestão contra o desperdício - A partir da reforma do Restaurante, está em curso um processo que envolve toda a equipe para uma gestão mais eficiente. Uma das propostas é a redução dos índices de desperdício de alimentos, deixando para trás os 15% que eram registrados anteriormente para atingir 5% em um primeiro momento, que é o máximo aceitável dentro de uma gestão com foco em qualidade e responsabilidade social. “Vamos trabalhar para atingir o número ideal que é de 3,5%”, anuncia Valmir Antônio Correa, nutricionista do RU. Campanhas de consumo consciente, que deve ser direcionada a toda a comunidade universitária, estão sendo pensadas nesse sentido.
Outro foco é o descarte adequado. Houve toda uma estruturação dentro do projeto para viabilizar a segregação seletiva e o local de disposição temporária dos resíduos, incluindo a destinação de uma câmara de resfriamento para dispor todo o lixo orgânico.
Os servidores do RU ainda receberam treinamentos sobre os procedimentos de separação do lixo, dentro de uma proposta de gestão que está sendo feita em parceria com a Assessoria Ambiental da UEM. O projeto abrange, também o direcionamento e reaproveitamento dos resíduos.
 

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