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Uma equipe do Núcleo de Pesquisa em Limnologia, Ictiologia e Aqüicultura (Nupélia), da UEM, foi contratada pela prefeitura para realizar o projeto Revisão do Plano de Manejo do Parque no Ingá. O objetivo do estudo é atender as determinações do Governo Federal na gestão de reservas ambientais.

Segundo a coordenadora do projeto, a professora do Departamento de Biologia, Maria Conceição de Souza, as informações do projeto vão “nortear as ações futuras no Parque, a partir do Plano de Manejo, uma exigência do Conselho Nacional de Meio Ambiente, o Conama, para que se garanta o bom gerenciamento de unidades de conservação ambiental”.

Durante os sete meses de trabalho do grupo, foram levantadas informações sobre a flora terrestre do Parque: foi feita a lista das espécies presentes características da região, das exóticas e das ameaçadas de extinção, além da análise da estrutura das árvores. O lago também foi amplamente estudado: foram levantadas as informações sobre as populações de zooplacton, de fitoplancton, de peixes e realizada a análise da composição da água.

Parecer

Os resultados foram, de certa forma, comemorados, no que diz respeito à cobertura vegetal. A professora Maria da Conceição disse que, “surpreendentemente, não há muita alteração na cobertura original, como a gente pensava. Uma boa parte das espécies encontradas faz parte da Floresta Estacional Semi-Decidual, característica da região. Além disso, há a presença de espécies ameaçadas de extinção, como a peroba, o guaritá, o cedro, a jaracatiá, o jacarandá branco e a cabriúva. Porém, detectamos a presença de um cipó invasor, que vêm comprometendo uma boa área do Parque”.

Quanto ao lago, o levantamento mostrou que há excesso de matéria orgânica no manancial, baixa diversidade de espécies de peixes e mais: o crescimento excessivo de uma espécie de alga tóxica. Pela regulamentação do Conama, nestas condições o lago não pode ser utilizado em atividades recreativas.

“Num panorama geral, nosso parecer é o de que o Plano de Manejo do Parque do Ingá leve em consideração as informações sobre a cobertura vegetal remanescente e que o lago não seja usado para o lazer dos visitantes da unidade de conservação. Além disso, sugerimos que não sejam desmatadas novas áreas para construções, mas que se reformem os espaços edificados já existentes”, concluiu Maria da Conceição.