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Cerca de 400 trabalhadores e trabalhadoras do MST, junto com a Via Campesina e a Assembléia Popular, seguem em Mutirão pela Reforma Agrária e Contra a Crise, realizando debates com a população no interior do Paraná, sobre a crise econômica e um Projeto Popular para o Brasil. Com o lema Trabalhadores e trabalhadoras não pagarão pela crise! e organizados em duas colunas, cada uma com 200 pessoas, os Sem Terra atravessam o estado, exigindo a realização da Reforma Agrária, como uma alternativa à crise.

Nesta segunda-feira, dia 25, a coluna do Norte do estado, realizou um debate na Universidade Estadual de Maringá. O evento ocorreu no anfiteatro do Nupélia, Bloco G-90, sob o tema a crise mundial e as estratégias do judiciário para retardar a Reforma Agrária. Os debatedores convidados foram Diego Moreira e Humberto Boaventura, respectivamente, coordenador estadual do MST e atual presidente do PCdoB em Maringá.   No período noturno o grupo visita salas de aula, em diferentes cursos de graduação da UEM.

  A coluna, que saiu do município de Florestópolis no dia 18 de maio, chegou a Maringá neste domingo, dia 24, depois de passar pelas cidades Porecatu, Alvorada do Sul, Bela Vista do Paraíso, Londrina, Cambé, Rolândia e Arapongas.   Além do debate na UEM, a coluna sai, às 13 horas, da Praça 7 de Setembro e segue em direção à Praça Raposo Tavares, onde será realizado um ato público acerca do tema.   Amanhã, dia 26, a marcha segue para Mandaguari, passando por Marialva e Sarandi. Então a coluna segue em direção à capital paranaense, com chegada prevista em Curitiba para o dia 4 de junho.

Segundo Izabel Grein, da coordenação nacional o MST, na luta contra essa exploração, o MST, a Via Campesina e a Assembléia Popular realizam um mutirão de debate para a construção de um Projeto Popular que contemple a bandeira de todos os trabalhadores brasileiros.

Os movimentos cobram agilidade no processo de Reforma Agrária, como uma saída para os trabalhadores neste momento de crise, e denunciam o desemprego causado pelo agronegócio.

Atualmente, há cerca de 100 mil famílias acampadas em todo país. Somente no Paraná são aproximadamente 7 mil famílias, vivendo sob barracas de lona, em latifúndios improdutivos e beiras de estradas.