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No último sábado, a feira atraiu muitos consumidores  com a realização do Festival de Cerveja Artesanal Blues

 

A feira Agroecológica de Inclusão Social, Cultura e Artes de Umuarama foi criada em 2015, com o objetivo de ofertar alimentos saudáveis, mas hoje, é ponto de encontro de artistas e outros empreendedores da cidade e região. Conhecida como Faisca, a feira é fruto de um projeto da Incubadora de Empreendimentos Econômicos Solidários (IEES), da UEM, vinculada ao Departamento de Ciências Agrárias, do câmpus da UEM, em Umuarama (CAU). 

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O idealizador da Feira, professor Max Emerson Rickli, coordenador da IEES, explica que a iniciativa reúne num mesmo espaço público dança, música, artesanato e produtos agroecológicos num ambiente bem agradável. Para o professor universitário, a Faisca nasceu com a finalidade de gerar trabalho e renda para os agricultores atendidos pelos projetos agroecológicos dos cursos de agrárias da UEM, mas hoje representa muito mais do que isso. Os produtores atendidos pela UEM reconhecem que a Faísca fecha o ciclo de produção e de distribuição dos alimentos que são cultivados e beneficiados por eles. Por outro lado, a Faísca é uma opção para os consumidores que procuram alimentos livres de agrotóxico. 

O motorista Luiz Lepre, de 52 anos, disse que, apesar de não frequentar sempre, acha a Faisca uma iniciativa muito boa, “porque tem produtos de primeira, fresquinhos e saudáveis de vários tipos. Hoje eu vou de requeijão e de palmito”, informou. 

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Jéssica Fernanda, 26 anos, falou que é uma oportunidade ótima, por causa da “variedade de produtos e, especialmente, porque funciona no sábado, quando não há outras feiras na cidade. Começou pequenininha e agora o pessoal está aderindo, está crescendo e é ótimo”, completou.

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Além das hortaliças, frutas de época e área de alimentação, a faísca também abre espaço para a comercialização de artesanato feito de produtos recicláveis, o que acaba unindo o conhecimento agroecológico com arte e cultura. Para compor o grupo não precisa pagar nada, mas tem que produzir o que vai vender e seguir os preceitos da economia solidária, que se preocupa com a segurança alimentar, isto é, em oferecer comida saudável; foca na preservação do meio ambiente; e na questão social, que está ligada à garantia de qualidade de vida para quem produz e quem consome.

Um dos expositores é uma das pessoas que ajudaram a criar a Faísca, segundo o professor Max Rickly. Ronaldo José Moreira, ex-conselheiro de economia solidária do governo federal e artesão, contou que sempre participou de ações de construir espaços de comercialização de produtos socialmente justos e ecologicamente corretos.

“Na área do artesanato, trabalhamos com a economia criativa. Quando eu cheguei aqui, eu percebi que a cidade tinha um hiato no sentido de uma cultura nesta área e eu provoquei o professor Max. Você precisa buscar o desenvolvimento regional sustentável, para isso, você precisa buscar o resgate regional. E o artesanato é isso, uma possibilidade de mostrar as capacidades e competência da região. Repito: o artesanato, dentro do que entendemos a economia criativa, é uma das formas de se apresentar a economia criativa”.

Música - Quando falamos em cultura, precisamos destacar que a Faísca também é lugar de shows musicais. Este ano, já houve várias apresentações, inclusive,  da dupla sertaneja Mateus e Luan. Os músicos são acadêmicos do curso de medicina veterinária da UEM.

No último fim de semana, a atração da feira foi Abner Costa. Ele disse que é uma ideia muito interessante unir música e outras manifestações culturais com a questão agroecológica. “E para mim, que toco blues, foi uma experiência muito legal, porque vimos que este estilo, não muito ouvido aqui na região, mexeu as pessoas. Já estivemos aqui antes e vimos que é possível interagir com o público, trazer para as pessoas uma experiência nova em questão de música”. 

 

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E não é só isso: no último sábado, a feira atraiu os amantes da “loura gelada”, com a realização do Festival de Cerveja Artesanal Blues. Além degustar versões inusitadas e saborosas da bebida, os frequentadores também puderam saborear deliciosos hambúrgueres gourmets. Um dos produtores de chope artesanal, Guilherme Blanco Horst, foi aluno da UEM no curso de Tecnologia em Alimentos, onde descobriu os segredos para fazer cerveja. Depois do conhecimento adquirido, começou a produzir uma bebida de altíssima qualidade em casa, por isso, foi convidado a mostrar sua bebida na Faisca.

“Eu gosto de incentivar esse lado comunitário. O Max me chamou para fortalecer o espaço cultural apresentando a cerveja artesanal e eu topei. Este é um produto que está crescendo no Brasil e a Faisca é uma forma de incentivar o consumo em cidades menores, onde as coisas demoram mais para acontecer. No mínimo, a gente está oferecendo ao pessoal a oportunidade de conhecer novos sabores”, falou. O espaço da cerveja de rótulo Horst, produzida por Guilherme, já estava cheio, antes mesmo dele começar a servir, mostrando que a ideia de misturar a loura gelada artesanal com a Faisca foi um grande sucesso.

A feira acontece todos os sábados, das 16 às 19 horas, nos fundos do estádio de Umuarama, onde acontece a feira do produtor. A programação dos próximos três fins de semana é a seguinte: Manduca, Cintia Santos e Ricardo Braga, todos com shows no estilo voz e violão.

Quem tiver tempo e disposição deve aproveitar os feriados do mês de abril para dar um pulo até Umuarama.  Para participar é só chegar no espaço da feira do produtos.

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