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Foto Rosie Holtom

Pelo terceiro ano consecutivo, a equipe do Observatório sai a campo para  pesquisar a situação da população de rua em Maringá. Os dados devem oferecer subsídios ao poder público para ações nessa área

O Observatório das Metrópoles, Núcleo Maringá/UEM, deu início à terceira pesquisa sobre População em Situação de Rua em Maringá. A coleta de dados começou nesta segunda-feira, dia 3, com a proposta de investigar a condição real dessa população e, com base nessas informações, oferecer subsídios ao poder público para ações em favor destas pessoas. 

Outro objetivo é buscar diminuir a condição de invisibilidade em que essas pessoas sempre se encontram na cidade. O trabalho de campo deve terminar já no próximo mês.

Um resultado esperado para essa edição da pesquisa é o aumento na quantidade de pessoas e maior pluralidade do perfil encontrado, se comparado às pesquisas anteriores realizadas em 2015 e 2016. Os motivos que levaram tais pessoas à situação de rua, como estão suas relações familiares, o modo como sobrevivem, onde buscam a satisfação de suas necessidades básicas e de saúde são alguns dos itens que devem ser levantados durante a coleta de dados.

Nos anos anteriores a coleta de dados foi realizada em dezembro. Um fator considerado para a mudança de período da pesquisa é a preparação da cidade para as festividades natalinas e o consequente afastamento dessa população das áreas centrais ou do próprio município, como explica a coordenadora do Observatório das Metrópoles e professora do Departamento de Ciências Sociais da UEM, Ana Lúcia Rodrigues.

A pesquisa ocorre em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania de Maringá e o Centro de Referência Especializado para População de Rua (Centro POP). Também participam da pesquisa colaboradores de outros órgãos municipais, das entidades da sociedade e voluntários das diferentes áreas de atuação junto a esta população, assim como acadêmicos e profissionais das atividades pertinentes a execução do projeto, em especial a área da saúde.

Para outras informações entre em contato pelo telefone 44 3011-4287.

 

Foto: Rosie Holtom

 

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