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O maior desafio da categoria é exercer a atividade com qualidade, contrapondo com a visão de quem encara a educação superior pública como gasto e não como investimento para o desenvolvimento do País

Aproveitando o Dia do Servidor Público, comemorado em 28 de outubro, queremos render homenagens aos mais de quatro mil trabalhadores da UEM (Universidade Estadual de Maringá), docentes e agentes administrativos, que, diariamente, se esforçam para garantir a qualidade na prestação de serviços à sociedade.

Junto com o reconhecimento, vem a preocupação diante de um cenário de incertezas. Vivemos tempos difíceis e de negociações complexas com o Governo do Estado, fazendo com que as tendências e perspectivas de curto e médio prazo para os servidores públicos sejam desafiantes.

A suspensão do pagamento da data-base é apenas um dos problemas a enfrentar. Com a medida, os servidores estaduais do Paraná chegarão ao final de 2018 sem reposição inflacionária e sem reajuste salarial. Concomitante, os repetidos anúncios de redução ou extinção de vantagens, que foram concedidas dentro dos princípios da legalidade, são ameaças cada vez mais presentes.

Está em xeque a concessão do Tide Docente, que o Tribunal de Contas insiste no entendimento de que é uma verba transitória e não um regime de trabalho. Igualmente as progressões salariais e o incentivo à titulação, que são benefícios previstos no plano de carreira e garantem a evolução funcional, são ameaçados pelo sistema RH-Meta4. Relatos de universidades que já aderiam ao sistema acenam que esses direitos não estão garantidos.

Outra situação enfrentada é o déficit de pessoal, cenário que se reproduz em todos os segmentos do serviço público e que ganha contornos ainda mais críticos na UEM, considerando que além da necessidade da reposição de vagas, a Universidade demanda a criação de novos postos. Isso para fazer frente à expansão da instituição, que só nos últimos cinco anos implantou dez novos cursos de graduação, seis cursos de doutorado e 14 de mestrado.

Com o congelamento de contratações, a UEM enfrenta hoje um déficit de 700 servidores, entre docentes e agentes universitários. Isso considerando apenas vagas de reposição de quadro.

A reboque dos cortes orçamentários realizados pelo governo, as perspectivas também não são animadoras para o ano que se avizinha, fazendo ecoar palavras como sucateamento e precarização. E com elas, a política de terceirização, corte de investimentos, redução da estrutura e pessoal.

Todo esse cenário indica que há uma luta hercúlea a enfrentar na busca da valorização do servidor e da defesa da educação como um bem público insubstituível.

No exercício diário da nossa função, seja ela qual for, o maior desafio é continuar oferecendo à sociedade um serviço eficiente e de qualidade, contrapondo com a visão precária de quem encara a educação superior pública como gasto e não como investimento nas futuras gerações e para o desenvolvimento do País.

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