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Os alunos fizeram uma reedição de Divisor, obra criada pela artista plástica durante a ditadura militar. A performance marcou o encerramento de evento do curso

Alunos do curso de Artes Visuais protagonizaram uma reedição de Divisor, performance que a artista plástica Lygia Pape concebeu em 1968, em plena ditadura militar, para  mobilizar a força coletiva. Semelhante à versão original da performance criada por Pape, acadêmicos do curso envolveram-se embaixo de um extenso tecido branco, deixando apenas as cabeças de fora, e seguiram em caminhada pelo câmpus.  

“Uma ação conjunta de corpos que se movem com um objetivo comum, criado nas próprias circunstancias da ação”, resume a professora Roberta Stubs, uma das coordenadoras da ação, junto com a professora Francieli Garlet. 

Como objetivo comum, os professores e estudantes do curso de artes visuais visaram problematizar os ataques que a arte, a cultura e a vida têm sofrido na atualidade. “Buscamos também dar visibilidade para algumas demandas dos novos cursos da UEM”, explica Stubs.

Segundo ela, no caso do curso de Artes Visuais, os gargalos são a precariedade dos espaços de aula, a ausência de laboratórios como escultura, fotografia e vídeo, assim como a demora, por parte do governo do estado, na contratação dos professores efetivos já aprovados em concurso público.

“Como gesto simbólico costuramos palavras e frases em linha embebida em tinta vermelha, que denotam a violência e a dor que há no esquecimento e no desrespeito às vidas, desejos e expressões dissidentes e destoantes da norma”, finaliza a professora.

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A ação marcou o encerramento da 5ª Semana de Artes Visuais da Universidade Estadual de Maringá (UEM), realizada de 4 a 8 de dezembro e que trouxe a arte, a resistência e a micropolítica como subtema.

Fotos: Roberta Stubs