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2018 01 26 Entrega Equipmentos COMCAP FINEP MG 1721 1

A entrega oficial foi feita nesta sexta-feira, dia 26, em cerimônia que contou com a presença de executivos da agência e do ministro da Saúde

Uma solenidade realizada na UEM (Universidade Estadual de Maringá, nesta sexta-feira, dia 26, marcou a entrega dos novos equipamentos multiusuários adquiridos pelo Comcap (Complexo de Centrais de Apoio à Pesquisa) da UEM, com financiamento da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

A cerimônia contou com as presenças do diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep, Wanderley de Souza, do ministro da Saúde, Ricardo Barros, do vice-prefeito de Maringá, Edson Scabora, e do prefeito de Nova Esperança, Moacir Olivatti, autoridades que compuseram a mesa de honra do evento junto com o reitor e o vice-reitor da Universidade, Mauro Baesso e Julio Damasceno, respectivamente.

No valor de aproximadamente R$ 5,6 milhões, os equipamentos adquiridos são de alta complexidade e vão atender t as oito centrais de pesquisa que formam o Comcap, beneficiando 720 pesquisadores das diferentes áreas do conhecimento.

Wanderley de Souza pontuou que a UEM ocupa uma posição significativa na distribuição de recursos da Finep. Considerando o volume total de financiamento concedido às universidades brasileiras, através de editais abertos no período de 2002 e 2016, 2% foram destinados para a UEM, segundo o diretor. Ele frisa que a aprovação da verba passa por processos competitivos mediante apresentação de projetos.

Ainda segundo o diretor científico, dos R$ 85,2 milhões em financiamento para cinco universidades estaduais do Paraná, concedidos entre 2010 e 2017, a UEM garantiu R$ 33 milhões. O restante foi divido entre a UEL, que recebeu R$ 19 milhões, a Unioeste (R$ 13,2 milhões), a UEPG (R$ 12,8 milhões) e a Unicentro R$ 7,2 milhões.

Destacando que a UEM tem a pesquisa em seu DNA, o reitor Mauro Baesso agradeceu a parceria mantida com a Finep e afirmou que a Universidade não seria o que é hoje sem esse apoio. O Comcap, por exemplo, foi viabilizado com quase 100% de recursos da agência financiadora, citou o reitor.

Ele explicou que o setor engloba núcleos de pesquisa em diferentes eixos dentro das várias áreas de conhecimento e que os equipamentos são de última geração. A utilização dos mesmos se dá através de agendamento prévio. Além disso, está em vias de regulamentação a disponibilidade de até 15% do tempo de uso dos equipamentos para a prestação de serviço qualificado à sociedade.

Homenagens

Em reconhecimento ao apoio recebido, a UEM fez a entrega de certificados de agradecimento diretamente ao diretor e ao superintende da área de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep, Wanderley de Souza e Ricardo Rosa, ambos presentes no evento. Além disso, enviou certificados à equipe de analistas da agência.

Investimentos em saúde

O ministro da Saúde falou sobre os investimentos em tecnologia e as ações de gestão realizadas no Ministério e ainda sobre as parcerias de desenvolvimento produtivo e os recursos, na ordem de R$ 6 bilhões, para o desenvolvimento de  medicamentos. Barros citou que o Ministério irá investir cerca de R$ 443 milhões por ano para a transferência de tecnologia e aquisição de medicamentos biológicos, que ao final do processo serão produzidos por laboratórios públicos e empresas privadas.

Defendendo a ideia de que as pesquisas nas universidades devem atender as demandas de mercado, o ministro propôs que a UEM amplie o diálogo e as parcerias com os setores produtivos, de forma que a investigação científica se traduza em royalties capazes de gerar recursos para novas pesquisas.

Baesso lembrou que a Universidade está implantando uma agência de inovação ,cuja proposta é justamente aprimorar o diálogo entre universidade e empresários, otimizando essas relações. A ideia é que a agência seja a porta de entrada para quem procura a UEM em busca de soluções tecnológicas e de inovação, promovendo a articulação entre empresariado e pesquisadores.

Embora reconheça o mérito da pesquisa aplicada, o reitor reforça que um estudo científico não pode adquirir menor importância se não tiver a imediata aplicação nos diferentes segmentos de interesse da sociedade. Até porque, segundo ele, não existe pesquisa aplicada sem a busca prévia de conhecimentos básicos. Para o reitor, a pesquisa básica é uma força motriz que gera novos conhecimentos e produz  desenvolvimento e prosperidade econômica e social para uma nação.

 

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