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O Tempo Integral de Dedicação Exclusiva como regime de trabalho foi implantado, na UEM, em 1987

A governadora Cida Borghetti (PP) assinou, no final da tarde desta segunda-feira (18), mensagem propondo a regulamentação do Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide) como regime de trabalho pago aos professores do sistema de ensino superior do Estado.

A mensagem deverá ser enviada, amanhã (19), para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Se for aprovado pelos deputados e sancionado pela governadora, o projeto vai virar lei. Na condição de regime de trabalho, como sempre foi o entendimento defendido pela Instituição, o valor serve de base de cálculo para os vencimentos pagos aos professores, incluindo os aposentados.

Segundo o reitor da UEM, Mauro Baesso, que esteve na reunião com a governadora, hoje (18), em Curitiba, mais de 90% dos professores da UEM têm dedicação exclusiva, o que pressupõe que a instituição funciona neste regime. Ainda de acordo com ele, é esta dedicação que tornou a Universidade reconhecida, com alto grau de produção científica. 

Em outubro do ano passado, a Comissão de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da Assembleia Legislativa promoveu reunião com professores e representantes dos sindicatos dos docentes das universidades estaduais para buscar uma solução quanto ao reconhecimento do benefício como regime de trabalho.

À época, uma decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), reconhecendo ao TIDE um caráter de gratificação transitória, gerou  impasses e causou insegurança aos professores, pois não mais incidiria na base do cálculo salarial, o que, conforme os interessados, representaria expressivas perdas na carreira do magistério superior.

"E agora foi reafirmado o que sempre defendemos, que o Tide é um regime de trabalho para os docentes. Isso é uma ação importante para retomar as atividades de ensino, pequisa e extensão, defendendo a universidade de qualidade que sempre falamos", disse o reitor.