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Cruberato

Representantes de departamentos, professores tomaram posse na tarde de hoje para dois anos de mandato

O Conselho Universitário (COU), da Universidade Estadual de Maringá, recebeu, ontem (5), novos membros diante da posse de 46 representantes de departamentos, titulares e suplentes, em cerimônia ocorrida no auditório do PDE, bloco B-33, câmpus sede da UEM.

Eleitos pelos professores ligados ao respectivo departamento, os conselheiros empossados irão exercer mandato de dois anos a partir do dia 7 de julho.

Ao falar em nome dos conselheiros que deixavam a função, o professor Roberto Bazotte, do Departamento de Farmacologia e Terapêutica (DFT), lembrou muitos fatos importantes ocorridos durante o mandato e manifestou repúdio ao corte das funções gratificadas no Conselho determinado pelo governo do Estado.

Para ele, é preciso manter a FG porque a representação no COU não é um trabalho voluntário, pois os conselheiros têm várias atribuições de relevância. Citando algumas das discussões importantes votadas nos dois últimos anos, Bazotte citou a aprovação da paridade do voto na eleição para a Reitoria e a rejeição à adesão da instituição ao Meta 4, sistema informatizado implementado pelo governo estadual para fazer a gestão de recursos humanos.

Bazotte disse que deixava o Conselho com a convicção de que os colegas que estão assumindo o mandato irão lutar para resgatar o pagamento da função gratificada.

A avaliação dele é que consideráveis progressos foram alcançados se compararmos como era a UEM na década de 1970 e a de agora. Segundo ele, isso nos leva a pensar sobre como estará a instituição dentro de 50 ou 100 anos.

Bazotte entende que é preciso manter o apoio à pesquisa, a gratuidade no ensino e a transformação da extensão em um braço estendido da UEM para beneficiar as pessoas excluídas.

Outra providência a ser tomada, na opinião dele, é fazer a reposição dos professores com dedicação exclusiva que estão se aposentando da Universidade.

Democrática e inclusiva

O professor João Marcelo Crubelate, do Departamento de Administração (DAD), discursou em nome dos novos conselheiros e destacou, de início, as atribuições dos membros do COU, como a responsabilidade pelo desenho da política universitária, a aprovação do plano de expansão e a criação, modificação e extinção de departamentos, além da supervisão geral da UEM.

Ele também enalteceu alguns temas relevantes discutidos pelo Conselho nos dois últimos anos, entre eles a autonomia universitária, a conquista da paridade e a questão do Meta 4.

De acordo com Crubelate, a tarefa que o conselheiro assume não é simples. "Vivemos e viveremos tempos sombrios", frisou. Um dos maiores desafios dos novos membros do COU, conforme ele, é votar a reforma administrativa para a UEM e reestabelecer o bom contato com o governo estadual.

Segundo o professor, a Universidade Estadual de Maringá precisa ser tornar mais democrática e inclusiva. Para isso, o desempenho dos conselheiros será fundamental, concluiu.

O reitor Mauro Baesso fez um agradecimento aos conselheiros que estavam saindo, dizendo que nos momentos mais delicados eles agiram de forma institucional, acima de qualquer divergência política ou ideológica.

Ele desejou que os empossados ajam com clareza e sabedoria para superar os desafios que virão. Baesso ressaltou a importância da regulamentação do Tempo Integral de Dedicação Exclusiva (Tide),  em votação, pelos deputados estaduais, em segundo turno, na última terça-feira (3).

Ele insistiu que 91% dos professores da UEM têm dedicação exclusiva e que o Tide tem o significado de entrega à instituição. De uma vez por todas o texto aprovado, segundo o reitor, não deixa mais dúvidas de que o Tide é um regime de trabalho e não uma gratificação.

Baesso ressalvou apenas que diante da regulamentação o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) e o COU deverão fazer mudanças em algumas resoluções, incluindo modificações nos concursos públicos para professores.

Há três meses para deixar o mandato, o reitor entende que um dos principais desafios da próxima gestão é resolver a falta de servidores e os problemas de infra-estrutura na universidade. Falando sobre o assunto, ele disse que a subestação de energia, que entrou em operação em dezembro de 2017, é um ganho para a instituição e que os investimentos em saúde, sobretudo no Hospital Universitário, dobrando o número de leitos, representam um avanço expressivo. 

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