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Proposta é ampliar a participação de novos alunos e professores no segundo semestre deste ano

Esta reportagem tem como objetivo comemorar os 12 anos da atuação da Pedagogia Hospitalar do Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), que presta um serviço de extrema importância. Nossa entrevistada é a coordenadora deste projeto, a professora Meire Calegari.

A pedagogia hospitalar, segundo os teóricos que fundamentaram as pesquisas da professora Meire, tem mais de um enfoque. Essa área surgiu através de algumas experiências realizadas, em 1970, na Espanha, entre acadêmicos dos cursos de Educação e Medicina. “Basicamente, partiu de uma experiência de uma aluna do curso de Educação. Ela levava atividades para o irmão, que estava hospitalizado, como forma de distração. Durante as visitas, ela acabou observando que as outras crianças se aproximavam querendo participar destas atividades. Ela registrou essa experiência junto aos seus professores e, então, nasceu à pedagogia hospitalar na Espanha”, explica a Meire Calegari.

Foto 3

Mas, a pedagoga (foto acima) chama atenção para o fato de que um dos enfoques deste tipo de trabalho é a escolarização dentro do hospital. As crianças que estão impossibilitadas de ir a uma escola recebem assistência de profissionais da educação, como pedagogos. Aqui no HUM, o Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar (Sareh) é que atua nesta área, com o objetivo de diminuir os impactos da interrupção do ensino formal na vida das crianças que ficam internadas.

Porém, a Pedagogia Hospitalar tem outro enfoque. O objetivo é a recreação para aliviar o stress que as crianças adquirem ficando internadas. A equipe que desenvolve este trabalho dentro HUM é formada por professores e alunos do Departamento de Teoria e Prática da Educação (DTP/UEM), Pedagogia, por exemplo, mas, também, do curso de Artes Visuais.

A coordenadora do projeto disse que tem como objetivo ampliar essa equipe para participação de professores e discentes de outros cursos, como as Artes Cênicas e Música. “Nós temos assim, a possibilidade de trazer para essas crianças várias vivências que ressignificam o espaço do hospital, que há muitos anos vem se reconfigurando como espaço de dor, de sofrimento, mas nós não precisamos vivenciar só esse lado negativo do hospital”, comenta Meire Calegari.

grupo pedagogia

Rotina – O trabalho dessa grande equipe começa, primeiro, com a higienização da brinquedoteca do Hospital, onde são realizadas as atividades de recreação com as crianças internadas. Depois o grupo passa na Enfermaria, onde são orientadas sobre quais crianças estão liberadas para as atividades e quais precisam permanecer isoladas ou estão com alguma restrição de contato. As atividades vão de “contação” de histórias nos leitos, jogos e até artísticas, como colagens e pinturas livres.

Segundo Meire Calegari, as experiências vivenciadas nestes 12 anos de atuação no HUM são muito positivas, “as crianças, realmente, conseguem passar momentos especiais conosco, esquecendo um pouco da doença e das situações de dor e preocupação. Por isso, nos sentimos muito felizes realizando esse trabalho”, concluiu a professora.