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Falta de R$ 300 milhões em financiamento público pode prejudicar 747 bolsistas na UEM

Em entrevista ao portal de notícias G1, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), João Luiz Filgueiras de Azevedo, afirma que o órgão apresenta déficit de R$ 300 milhões para 2019, o que pode comprometer bolsistas no último trimestre do ano. Com isso, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Estadual de Maringá (UEM) está preocupada, uma vez que atualmente tem 747 bolsistas do CNPq e diversas iniciativas de Ensino, Pesquisa e Extensão que dependem diretamente dele.

As bolsas do CPNq são concedidas, via chamadas públicas, para realização de pesquisas do ensino médio ao pós-doutorado, passando por produtividade em pesquisa, apoio técnico e outras modalidades. O Dr. Clóves Cabreira Jobim, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEM, acrescenta que há auxílios para realização de eventos e mobilidade internacional – quando o pesquisador vai a outro país para desenvolver parte do seu estudo. “No momento em que o CNPq não tiver dinheiro, muitas dessas ações ficariam em descoberto. E quando os recursos da Pesquisa diminuem, diminuem infraestrutura de laboratórios, compra de equipamentos de ponta, eventos acadêmicos e uma série de elementos que as universidades públicas não têm condições de investir”, lamenta o pró-reitor. Por isso, ele pede sensibilização do governo para manutenção dos programas ativos.

Como o “CNPq é uma fonte de recursos para pesquisas muito importante”, Jobim teme que discentes e docentes possam vir a ser prejudicados em suas atividades científico-acadêmicas futuras. Apesar de a maior parte do montante de financiamento vir do CNPq, ele não é o único órgão federal que promove essa ajuda. Também existem a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, assim como o CNPq – e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), pertencente ao Ministério da Educação. Há, ainda, organizações em âmbito estadual, como a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná, e instituições particulares que apoiam iniciativas educacionais e de pesquisa. “Mas, infelizmente, no Brasil ainda não temos uma cultura de o setor empresarial investir em pesquisa”, pondera Jobim.

Pesquisa forte – Para se ter dimensão de como a pesquisa é robusta na UEM, apenas com relação à propriedade intelectual o ano de 2018 registrou, segundo o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT): 15 pedidos de patentes de invenção, 4 concessões de patentes de invenção e 13 concessões de registros de programas de computador. E dentro do tripé de Ensino-Pesquisa-Extensão, é justamente a Pesquisa a maior responsável por apontar a excelência de uma instituição de ensino superior, o que demonstra ainda mais a importância de haver recursos para mantê-la sólida.

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