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Edição de abril é marcada por temática indígena; uma das palestrantes é a professora Isabel Rodrigues

O “Reflexões da Letras” é um evento gratuito da Universidade Estadual de Maringá (UEM) que coloca os direitos humanos em debate. Nesta Semana do Índio, os povos indígenas estão em pauta. E são planejados mais três desses encontros para este ano: em junho, sobre pessoas com deficiência; agosto, deslocamentos culturais; outubro, mulheres. Em novembro do ano passado, na Semana da Consciência Negra, inaugurou-se o “Reflexões” com abordagem sobre o negro.

“O objetivo é oferecer aos nossos alunos e à comunidade externa reflexões sobre a inserção dos grupos sociais minoritários do ponto de vista do poder social e econômico. Para os alunos de Letras, em especial, queremos fornecer reflexões para incorporação dessas temáticas em sua atuação profissional”, declara o coordenador adjunto do curso de Letras, Helcius Batista Pereira. Ainda de acordo com o professor, esta é uma oportunidade de criação de pensamento crítico.

Alba Krishna Topan, doutora em Letras e professora do Departamento de Letras Modernas (DLM) da UEM é convidada para falar sobre “Faces da literatura indígena e o curso de Letras”. Conceituou a literatura indígena e tratou da “necessidade que o indígena tem de contar histórias”, muitas vezes com aspectos acentuados por mitos e necessidade de sobrevivência. “A literatura indígena em Língua Inglesa existe desde 1700, mas a parte mais forte começa a surgir a partir da década de 1970. Atualmente, tem um corpo de pesquisa muito forte, com os próprios indígenas trabalhando e um painel riquíssimo de autores e obras”.

 

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Alba Topan destaca riqueza linguística e estilística peculiar da literatura dos índios, povo que segundo ela tem tido seus pontos de vista “negligenciados”

 

A fala dela foi na manhã de hoje (23) no Auditório 29 de Abril, Bloco I-12 do câmpus sede da UEM, em Maringá (PR). Voltará a falar a partir das 19h30 no Auditório Walter Pelegrini, Bloco G-34. Outras convidadas que palestraram pela manhã e voltarão no período noturno são: Isabel Cristina Rodrigues, historiadora doutora em Antropologia, professora do Departamento de História (DHI/UEM) e membro da Comissão Universidade para Índios (Cuia) – palestra “Povos indígenas: protagonismo e direitos constitucionais”; e Arieli Knop, índia Kaingang e acadêmica do 4º ano de Letras na UEM – palestra “Os conhecimentos tradicionais e universais na escola indígena: relato de experiência do Projeto Pibid (Programa Institucional de Bolsa à Iniciação à Docência) Diversidade”.

 

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Apresentação noturna ocorre hoje (23) a partir das 19h30 no Auditório Walter Pelegrini, Bloco G-34; de manhã, evento foi no Auditório 29 de Abril (foto)

 

Apresentações culturais – O grupo Nhandewa, formado por alunos da UEM, fez uma apresentação de dança pela manhã. À noite haverá oficina de grafismo indígena no encerramento desta edição do “Reflexões da Letras”.

 

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Grupo Nhandewa, formado por acadêmicos indígenas, apresenta-se no evento

 

Reportagem atualizada em 24/04/2019 às 9h28.

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