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Fiscalização realizada em 21 de maio constatou que as irregularidades apontadas pelo Conselho, em dezembro do ano passado, foram solucionadas

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) irá retirar o indicativo de interdição ética do Serviço de Urgência e Emergência do Hospital da Universidade Estadual de Maringá. A decisão, tomada em sessão plenária do CRM-PR, na noite desta segunda-feira (27), é baseada em relatório de vistoria realizada no dia 21, véspera do encerramento do prazo para que o hospital regularizasse os problemas apontados em dezembro do ano passado. A oficialização da medida está marcada para a segunda-feira (3), quando o Conselheiro doutor Márcio de Carvalho virá ao Hospital para a retirada dos cartazes que registram o indicativo de interdição ética.

“Constatamos que houve melhora significativa nas condições de atendimento do hospital, as escalas estão todas completas, sem furos nos últimos meses. A estrutura de atendimento também passou por mudanças, não temos mais a presença de pacientes nos corredores e o fluxo interno do PA teve sua gestão aprimorada, o que, consequentemente, beneficia o funcionamento do hospital como um todo”, avalia o gestor do Departamento de Fiscalização do Exercício Profissional do CRM-PR, doutor Carlos Roberto Naufel Junior. 

O aviso da retirada do indicativo foi feito por telefone à diretora médica do HUM, doutora Daniela Alvares da Silva Matsumoto, na manhã desta terça-feira (28). Em conversa com o vice-presidente do Conselho, doutor Wilmar Mendonça Guimarães, ela foi informada da decisão.

Em viagem a Brasília, a superintendente do HUM, doutora Elisabete Mitiko Kobayashi, comemorou a decisão e se comprometeu a manter e melhorar a organização do hospital sempre em prol dos pacientes. “Passamos por um período difícil, desde o ano passado, com um Pronto Atendimento lotado e cheio de desafios. Hoje, podemos dizer que a maior parte destes problemas foi solucionada, com muito empenho e trabalho das equipes e chefias do PA. Tenho a satisfação em dizer que o paciente, hoje, recebe um atendimento mais digno e melhor e a equipe de saúde também tem trabalhado mais tranquila e motivada.” 

Para o Conselho, o resultado é positivo. “Nossa intenção nunca será de fechar qualquer serviço que preste atendimento médico à população. Porém, precisamos garantir tanto que o médico tenha condições de trabalhar quanto que seja seguro para o paciente. Por este motivo, foi elaborada a resolução que prevê o indicativo de interdição ética, ou seja, à instituição é oferecida a possibilidade de solucionar situações que são problemáticas sem interromper o seu funcionamento e deixar a sociedade desassistida”, finaliza o doutor Naufel.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do CRM-PR

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