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Venezuelana Yurianny Flores conclui mestrado e já foi aprovada no processo seletivo de doutorado

Yurianny Nailet Galvis de Flores é a mais nova mestre em Educação formada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Venezuelana, é a primeira estrangeira a obter um título pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPE). E a partir do ano que vem ela ingressará no curso de doutorado do PPE, pois foi aprovada no processo seletivo para dar continuidade às suas pesquisas.

“É muito gratificante, para mim e para a minha família, conseguir me formar. Agradeço o Comando da Aeronáutica, porque aprovou que eu cursasse meus estudos aqui, pagando uma bolsa para eu poder chegar a ser mestre”, diz a agora mestre em Educação, que está de licença como militar do Departamento de Psicopedagogia da Aeronáutica em Maracay, capital do Estado venezuelano de Aragua.

Graduada na licenciatura em Educação Especial pela Universidad Bolivariana de Venezuela, conheceu a UEM por intermédio de um amigo do seu marido, Marcos Flores, este também fez pós-graduação no Brasil. Flores está desde setembro de 2017 em Maringá (PR) e, além do esposo, na banca esteve acompanhada pelas filhas Angela e Yohanny. Elsa Midori Shimazaki, orientadora de Flores no mestrado e futura orientadora dela no doutorado, é só elogios à estudante. “É muito disciplinada, bastante estudiosa e atende aos prazos. Ela pesquisa com profundidade o tema e aprendeu bastante, inclusive a Língua Portuguesa”.

A banca de defesa pública da dissertação ocorreu hoje (5) no Auditório 14 do Bloco H-12 do câmpus sede. A pesquisa leva o título de “Pessoas com transtorno do espectro autista: algumas experiências do Brasil e da Venezuela” e analisa as propostas de atendimento dos sistemas de ensino brasileiro e venezuelano para crianças diagnosticadas com autismo. A banca foi composta pela orientadora e pelas professoras Nerli Nonato Ribeiro Mori (UEM) e Sani de Carvalho Rutz da Silva (Universidade Tecnológica Federal do Paraná/UTFPR).

A professora Solange Franci Raimundo Yaegashi, coordenadora do PPE, vê como fundamental as trocas de experiências possibilitadas pelas vindas de estudantes estrangeiros à universidade. “Estamos lutando para conseguir retornar ao conceito cinco [da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/Capes], então trabalhamos com a internacionalização. Conseguimos convênio com a Universidade de O’Higgins do Chile e melhoramos o nível das nossas publicações científicas com parceiros de três países”.

 

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Banca de defesa (da esq.): Sani Silva, Elsa Shimazaki (orientadora) e Nerli Mori

 

Apoio a estudantes estrangeiros

O Escritório de Cooperação Internacional (ECI) da UEM dá os suportes administrativo e burocrático para recepção dos estudantes advindos de outros países, especialmente em nível de graduação. Os programas de pós-graduação contribuem nos seus respectivos casos. “Dentro do Laboratório de Internacionalização, a proposta é que a gente expanda a função do ECI de maneira sistemática e estruturada no que concerne a entrada de estrangeiros”, expõe Sandra Schiavi, assessora de relações internacionais da UEM.

Neste ano já houve atividades de integração e interculturais. “Temos planos para aumentar essa interação sociocultural e que ela permita uma intensificação da internacionalização em casa, que é prover benefícios da internacionalização para todos, mesmo àqueles que não têm oportunidade de morar fora”. Conforme Schiavi, os aspectos socioculturais devem ser tão valorizados quanto os acadêmico-científicos, por isso são previstos seminários e rodas de conversa. “Formamos cidadãos para o mundo, capazes de lidar com problemas mundiais”, finaliza.

Saiba mais – A base de dados da UEM registra 30 estrangeiros matriculados atualmente como acadêmicos de cursos de pós-graduação. São provenientes da Angola, Argentina, Chile, Colômbia, Eslováquia, Espanha, França, Guiné-Bissau, Haiti, Moçambique, Peru e Venezuela.

 

Reportagem atualizada em 05/12/2019 às 15h50.