EQUIPE LSG UMUARAMA

Duas enfermeiras e uma técnica de enfermagem estão garantindo um atendimento humanizado na unidade

O Ambulatório de Síndromes Gripais, em Umuarama, conta com o apoio de três profissionais do projeto “UEM no combate ao coronavírus”. O grupo está lá, desde abril de 2020, com o suporte do financiamento da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná (FA), em parceria com a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

O Ambulatório começou funcionando em uma tenda, ao lado do Pronto Atendimento 24 horas. Em agosto, foi remanejado para um prédio na mesma rua, mas com um espaço maior, criado, exclusivamente, para atender pessoas com suspeita de infecção pelo novo coronavírus.

A coordenadora de Unidade Básica de Saúde, a enfermeira Valverléia Inês de Andrade Silva, acredita que os profissionais do Projeto fizeram o diferencial na rotina do Ambulatório – no fluxo interno, externo e em serviços administrativos. “Temos uma demanda muito grande em relação à Covid. Eu acredito que, sem os bolsistas, seria muito complicado realizar tudo que é necessário. Esta parceria, realmente, fez o diferencial quando o assunto é Covid, aqui em Umuarama”.

TAINA LSG UMUARAMA

UEM - Para a coordenadora do projeto, em Umuarama, a professora da UEM, Juliana Scanavaca, a parceria foi uma grande oportunidade e um ganho para todos os envolvidos – bolsistas, município e população. “Tivemos a oportunidade de atuar na linha de frente da Covid, foi um aprendizado muito grande para as bolsistas envolvidas. Algumas já tinham uma trajetória profissional, mas outras nunca tinham tido a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos obtidos na universidade. Foi um ganho para toda a sociedade de Umuarama”.

No total, duas enfermeiras e uma técnica de enfermagem do Projeto atuam no Ambulatório. A enfermeira Tainá Morelli Santos é uma delas (foto acima). Ela está no atendimento, desde o início, e trabalha na linha de frente, fazendo os primeiros contatos com os pacientes, a triagem e também a coleta de exames, quando necessário. “Fazemos toda a orientação das pessoas que chegam no Ambulatório, realizamos os primeiros atendimentos médicos e encaminhamos para o cuidado especializado, se for indicado”.

Humanização - O grande desafio, para ela, é lidar com este medo que o vírus causa nas pessoas. “Tem gente que nem quer sentar na cadeira do Ambulatório, com medo de contrair a doença ali. Então, explicamos que tudo é muito bem higienizado. Este apoio psicológico é muito importante no atendimento a este paciente”, acrescenta Tainá.

VERONICA LSG UMUARAMA

A enfermeira Verônica Vasconcelos (foto acima) começou no projeto em setembro e concorda com a companheira de profissão, o maior desafio de quem trabalha na linha de frente é o impacto emocional quando o assunto é Covid. “Estamos lidando com um inimigo invisível. A população está com medo e temos que lidar com isso, com esta parte do acolhimento”. Para ela, o momento é de reflexão para toda a população: “um momento de termos amor ao próximo, de estarmos mais perto dos nossos familiares, é um momento que vai ficar marcado para sempre, vamos levar para a vida toda e dentro do Ambulatório não é diferente”.

Segundo a pró-reitora de Extensão e Cultura da UEM, Débora de Mello Sant'Ana, responsável geral pelo Projeto, as equipe de profissionais envolvidas nesta grande iniciativa estão prestando um serviço técnico, mas, também, humanitário, "já que as pessoas estão precisando muito mais do que um teste ou a indicação de um medicamento, estão necessitando de apoio psicológico e de informação".

UEM no combate à pandemia – Atualmente, são 122 bolsistas que atuam no Projeto, sendo que 62 deles, na 15ª Regional de Saúde; 25, na 13ª Regional de Cianorte; 18, na 22° Regional de Ivaiporã, e 17, na 12ª. Os apoios estão sendo realizados nos mais variados setores: regionais de saúde, pronto-atendimentos, Hospital Universitário de Maringá (HUM), Instituto Médico Legal, delegacias e rodovias do Paraná, que fazem divisas com outros Estados.

Este texto foi produzido pela bolsista do Projeto, a jornalista Vanessa Bellei