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    02-10-2024
    A Comissão de Residência Multiprofissional em Saúde e em Área Profissional de Saúde (COREMU), vinculada ao Departamento de Odontologia (DOD) do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e ao Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), está com inscrições abertas para a seleção pública do Programa de Residência em Odontologia, que será oferecido em 2025.

    Os programas de residência do DOD da UEM são cursos de pós-graduação Lato Sensu na modalidade residência, que atendem às exigências do Ministério da Educação (MEC) e às normativas do Conselho Federal de Odontologia (CFO). O treinamento será realizado em regime de tempo integral, com carga horária de 60 horas semanais na Clínica Odontológica (COD), abrangendo as áreas de concentração: Endodontia, Odontopediatria, Periodontia, Prótese Dentária, Radiologia Odontológica e Imaginologia, e Saúde Coletiva e da Família.

    Podem se inscrever candidatos que atendam a um dos seguintes requisitos: diploma, certificado ou declaração de conclusão do curso de graduação em Odontologia emitida por instituição reconhecida pelo MEC; graduandos com previsão de colação de grau até 28 de fevereiro de 2025; ou brasileiros e estrangeiros que concluíram o curso no exterior, com diploma revalidado por uma universidade pública brasileira, visto de permanência no Brasil, inscrição no Conselho Regional de Odontologia (CRO) e Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (CELPE-BRAS).

    As inscrições estão abertas até 30 de outubro, através do site indicado.

    Serão oferecidas duas vagas para cada uma das seguintes áreas: Endodontia, Odontopediatria, Periodontia, Prótese Dentária, Radiologia Odontológica e Imaginologia, e Saúde Coletiva e da Família, totalizando 12 vagas. Cada área disponibilizará duas bolsas de estudo do HUM no valor bruto de R$ 4.106,09, sujeitas a aprovação anual.

    A seleção dos candidatos ocorrerá em quatro etapas, que poderão variar conforme a área escolhida. As provas estão agendadas para os dias 21 e 22 de novembro, e o curso terá início no dia 3 de março de 2025.

    Para consultar a documentação exigida, inscrições, taxas e outras informações sobre os processos seletivos, acesse o edital disponível no site. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (44) 3011-9064.

    (Francisco Dias Neto/UEM)

    em-maringa-vestibular-de-verao-e-pas-2024-tem-inscricoes-abertas-confira-orientacoes
    02-10-2024
    Estão abertas as inscrições para o Vestibular de Verão e o Processo de Avaliação Seriada (PAS) 2024 da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Os vestibulandos podem efetuar inscrição por meio do site da Comissão do Vestibular Unificado (CVU) ou do App Vestibular UEM, até o dia 5 de novembro.

    Para se inscrever, basta acessar o site ou o aplicativo, selecionar o concurso desejado e prosseguir com o preenchimento do formulário de inscrição. Mais orientações estão disponíveis nos editais de abertura dos concursos e nos manuais do candidato do Vestibular de Verão e do PAS 2024, publicados nesta terça-feira (1º) pela CVU.

    Em ambos os processos seletivos, o prazo para pagamento da taxa de inscrição vai até 7 de novembro. O período para solicitação de isenção da taxa, também aberto nesta terça-feira (1º), se estende até o dia 10 de outubro - podem solicitar o não pagamento da taxa de inscrição candidatos regularmente registrados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e membros de famílias com renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Já a divulgação do edital com a relação de inscrições homologadas e não homologadas ocorre a partir de 12 de novembro.

    Ao todo, os processos somam 1.266 vagas para mais de 70 cursos de graduação presenciais e gratuitos da UEM, distribuídos entre o câmpus sede, em Maringá, e outros cinco câmpus regionais da instituição - Cianorte, Cidade Gaúcha, Goioerê, Ivaiporã e Umuarama. Ambos os concursos preveem o ingresso dos aprovados em março do ano que vem, quando o calendário acadêmico da UEM voltará a coincidir com o calendário civil.

    Outra novidade é que tanto Vestibular de Verão quanto PAS ofertam vagas para cinco novos cursos de graduação da UEM - Engenharia Têxtil e Serviço Social, no câmpus de Maringá; e Arquitetura e Urbanismo, Engenharia de Computação e Tecnologia em Gastronomia, no Câmpus Regional de Umuarama (CAU). Recém-aprovadas, as novas graduações receberão estudantes pela primeira vez.



    PAS 2024
    As provas do PAS serão aplicadas em 1º de dezembro, em Maringá e em mais dez cidades paranaenses - Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Cianorte, Goioerê, Ivaiporã, Loanda, Londrina, Paranavaí e Umuarama.

    Participam do PAS estudantes de ensino médio de escolas públicas ou privadas cadastradas junto à UEM. A avaliação ocorre de forma seriada: ao final de cada ano do ensino médio, os estudantes realizam uma prova que contempla conteúdos específicos da série em que estão matriculados. O desempenho obtido em cada prova é acumulado e determina o escore final do estudante no processo.

    Neste ano, os candidatos à terceira etapa do PAS concorrem a 374 oportunidades de ingresso na UEM – 209 para ampla concorrência e 165 via política de cotas sociais, para negros e para Pessoas com Deficiência (PcD).



    Vestibular de Verão 2024
    O Vestibular de Verão 2024 oferta 892 vagas de graduação - 489 para ampla concorrência e 403 destinadas às cotas. A prova está marcada para 12 de janeiro de 2025, com aplicações nas cidades de Maringá, Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Cianorte, Curitiba, Goioerê, Ivaiporã, Paranavaí, Ponta Grossa e Umuarama.

    Para o vestibular, seguem válidas as mudanças promovidas pela CVU no ano passado. A principal delas foi a eliminação da prova de conhecimentos específicos, para que cada candidato possa se inscrever em até três opções de cursos diferentes - os cursos escolhidos não precisam ser de uma mesma área.

    Desde os últimos processos seletivos, a novidade tem impactado positivamente no aproveitamento das vagas oferecidas - no Vestibular de Inverno 2024, por exemplo, 99,36% das vagas tiveram candidatos aprovados.

    Outras alterações dizem respeito à pontuação da prova. A redação passou a valer 120 pontos, e alguns itens que zeravam a redação foram retirados. Além disso, o candidato que não pontuar nas questões objetivas, ainda assim, terá seu texto avaliado. A desclassificação automática só ocorrerá em caso de falta ou nota zero na redação.

    Mais informações sobre ambos os concursos estão disponíveis nos sites do Vestibular de Verão e do PAS, bem como no App Vestibular UEM. Em caso de dúvidas, é possível entrar em contato com a CVU pelo telefone e WhatsApp (44) 3011-5705 ou pelos endereços de e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

    (Vinicius Guerra/UEM)

    universidade-estadual-de-maringa-abre-vagas-para-selecao-publica-em-residencia-medica
    02-10-2024
    A Comissão de Residência Médica (Coreme), vinculada ao Departamento de Medicina (DMD) do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e ao Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), realizará uma seleção pública para o preenchimento de vagas do Programa de Residência Médica com ingresso em 2025.

    A residência médica é destinada a profissionais graduados ou alunos do último ano do curso de Medicina, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), além de médicos brasileiros ou estrangeiros formados em instituições internacionais, cujos diplomas tenham sido devidamente revalidados no Brasil.

    Serão oferecidas vagas para residência médica com acesso direto e com pré-requisitos. As especialidades com acesso direto são: Anestesiologia (2), Cirurgia Geral (4), Clínica Médica (6), Ginecologia e Obstetrícia (3), Medicina da Família e Comunidade (2), Medicina Intensiva (2), Pediatria (8) e Psiquiatria (3). As especialidades com pré-requisitos são Medicina Intensiva Pediátrica (2), Neonatologia (2) e Reumatologia (1).

    As inscrições estarão abertas de hoje (1º de outubro) até 1º de novembro deste ano. A ficha de inscrição, que é um dos documentos exigidos, estará disponível neste endereço eletrônico e deve ser entregue devidamente preenchida e assinada pelo candidato.

    A taxa de inscrição, no valor de R$ 700, deverá ser paga até 1º de novembro em qualquer agência bancária, mediante apresentação do boleto gerado pela Internet, disponível neste link ou no site do Departamento de Medicina.

    O edital de homologação das inscrições será publicado no dia 13 de novembro neste site.

    Quem necessitar de atendimento diferenciado para a realização da prova deve solicitar à Coreme até 1º de novembro, conforme o item 1.7 do Edital 037/2024 – Coreme. O requerimento para essa solicitação deve ser enviado por meio do formulário online disponível no site.

    Outras informações podem ser obtidas no edital da seleção pública, no site, pelo telefone (44) 3011-9096, ou pelos e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

    (Francisco Dias Neto/UEM)

    uem-fm-e-uem-tv-entrevistam-os-candidatos-a-prefeitura-de-maringa
    02-10-2024
    Os cinco candidatos à Prefeitura de Maringá foram entrevistados pela UEM FM e UEM TV na manhã desta terça-feira (01/10). Foi uma oportunidade para cada um fazer suas análises, observações, relacionamento e projetos entre o Município e a Universidade Estadual de Maringá.

    As entrevistas vão ao ar nesta quarta (2) na UEM FM 106,9 (9h e 16h) e estarão disponíveis no canal da UEM TV no Youtube, obedecendo a ordem estabelecida por sorteio: Silvio Barros (PP), Humberto Henrique (PP), Pastor José (Mobiliza), Edson Scabora (PSD) e Evandro Oliveira (PSDB).

    Todos responderam quatro perguntas formuladas pela Assessoria de Comunicação da UEM por meio do apresentador Marcelo Galdioli. Eles foram questionados sobre suas relações com a Universidade, a contribuição histórica da UEM para Maringá e como esperam contar com a Universidade em seus possíveis mandatos.

    Na sequência, falaram sobre os projetos que pretendem implementar para fortalecer a UEM e sua missão regional, e de que forma. Cada candidato teve 15 minutos para responder às perguntas.

    Todos convidados foram recepcionados pelo reitor Leandro Vanalli. "A UEM, como uma instituição de ensino superior comprometida com a sociedade, reconhece a importância de abrir espaço para que os candidatos à Prefeitura de Maringá apresentem suas propostas, tanto para a universidade quanto para a comunidade em geral”.

    O reitor entende que ao promover essas entrevistas pela UEM FM e UEM TV, a Universidade contribui diretamente para o fortalecimento do processo democrático. “Essa iniciativa permite que a comunidade acadêmica e os eleitores da cidade conheçam melhor os planos dos candidatos e façam escolhas informadas, baseadas em um diálogo transparente e acessível”.

    “Além disso, o envolvimento da UEM nesse processo reafirma nosso papel como um espaço de reflexão e debate, sempre em busca do melhor para a universidade e para a sociedade. O fortalecimento da relação entre o município e a UEM é essencial para o futuro da região e é um dever contribuir com esse processo como instituição pública ”, finalizou Vanalli.

    No final das entrevistas, junto à reportagem da UEM FM, os candidatos comentaram sobre a importância do relacionamento entre o Município e Universidade.

    “A UEM é, obviamente, uma das instituições mais fortes do município e que mais agrega valor e conhecimento na era do conhecimento. Então, eu diria que é uma oportunidade de se buscar a construção de uma ponte mais forte que seja mais utilizada pelos dois lados. Que a Universidade tenha a parceria da Prefeitura nos desafios que ela precisa enfrentar e que nem sempre consegue só com os recursos que vêm do Governo do Estado”, Silvio Barros.

    .“É muito importante para a democracia que haja essa ligação, que o Poder Executivo esteja próximo da UEM, considerada uma das melhores da América Latina. A Rádio UEM-FM contribuiu muito para que o processo democrático e também para que os eleitores e eleitoras, tanto da Universidade como da comunidade em geral, possam avaliar as propostas e escolher o melhor candidato para poder administrar a nossa cidade”. Humberto Henrique.

    “ Nós precisamos discutir aquilo que é de grandeza para a nossa cidade, o que é necessário ser realizado. E não existe um outro lugar acadêmico onde se discute ideia, onde se traz riqueza para o aprendizado juntamente com a UEM, Eu estou à disposição de toda a diretoria da UEM para, juntos fazer um excelente governo na cidade de Maringá”. Pastor José.

    “Temos que expor ideias. O que é campanha eleitoral? É uma exposição de ideias e essas ideias precisam chegar nas pessoas. E as mídias hoje, rádio, televisão, Instagram, Facebook, são importantes para isso. Então, agradeço à UEM pelo convite de expor aqui as minhas ideias e que essas ideias cheguem ao maior número de pessoas possível”. Edson Scabora.

    “É necessário um diálogo com todos para saber também quais são as suas propostas (e saber se ele vai ser realmente o parceiro da instituição. E a UEM é uma referência, não temos o que falar em relação à UEM. E eu vejo que aqui nós temos pesquisadores e tem pessoas com conhecimento suficiente para agregar ao município. E ela sempre foi agregadora também. Maringá também deve muito à UEM por ser a grande cidade que é”. Evandro Oliveira.

    setembro-azul-a-crescente-presenca-da-comunidade-surda-na-educacao
    27-09-2024
    Você sabia que setembro é marcado pela luta e valorização da identidade e cultura da comunidade surda? Conhecido como setembro azul, neste mês destacamos às conquistas e os desafios que os estudantes surdos enfrentam no Brasil.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 10 milhões de brasileiros (cerca de 5% da população) apresentam algum grau de deficiência auditiva, sendo que 2,7 milhões possuem surdez profunda.

    No que diz respeito à educação, dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontam que, em 2023, existiam 62.192 estudantes surdos e deficientes auditivos matriculados na educação básica. Desse total, 55.932 estavam matriculados em classes comuns e 6.260 em classes ou escolas bilíngues de surdos. No Ensino Superior, as universidades brasileiras registraram 4.842 matrículas de estudantes surdos.

    De acordo com o Programa Multidisciplinar de Pesquisa e Apoio à Pessoa com Deficiência e Necessidades Educativas Especiais (Propae), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em 2024, estão matriculados nove alunos surdos nos cursos de Arquitetura, Artes Cênicas, Artes Visuais, Direito, Educação Física, Filosofia, Pedagogia e Letras, nos câmpus de Maringá, Cianorte e Ivaiporã. Também estão contratados três professores surdos, atuando no Departamento de Língua Portuguesa (DLP).

    Hoje (26), no Dia Nacional dos Surdos, reforçamos da importância de uma educação inclusiva de qualidade, do ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da presença de organizações de assistência social, como a Associação Norte Paranaense de Áudio Comunicação Infantil (Anpacin) e o Propae.

    Anpacin e a inclusão educacional
    Fundada em 1981, a Anpacin surgiu com o objetivo de contribuir para o processo de inclusão e habilitação, garantindo a efetivação dos direitos de crianças e adolescentes surdos ou com outras deficiências auditivas associadas. A Associação é mantenedora do Colégio Bilíngue para Surdos de Maringá, localizado dentro da UEM, e atende crianças a partir dos 4 anos, oferecendo aulas desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

    Para a diretora pedagógica, Ana Dalva Arciê Botion, um dos maiores desafios ao longo dos anos tem sido a escassez de professores bilíngues capacitados. Os professores contratados devem ser formados na área/disciplina em que pretendem atuar, em educação especial e em Letras/Libras.

    Cabe destacar que toda a equipe do colégio (atualmente 29 funcionários) é proficiente em Libras, sendo esta a primeira língua utilizada e a língua portuguesa, na modalidade escrita, a segunda.

    Por ser espaço de referência, a Anpacin busca inovar em suas estratégias de atuação. Duas vezes ao ano, a entidade oferece aulas de Libras para a comunidade externa. Ela também fecha parcerias com as atléticas da universidade, oferecendo a quadra para a prática de esportes em troca de atividades recreativas no colégio.

    Importância da Libras
    Em conversa com Alberto Freiberger Bernardinelli, professor de Libras DL, ele reforça a importância de os alunos ouvintes terem contato constante e conhecimento da cultura surda. “A língua de sinais é uma comunicação visual. É importante conviver com a pessoa surda usuária de Libras, que tem sua própria identidade surda e língua.”

    Bernardinelli nasceu surdo profundo e foi aluno do Colégio Bilíngue para Surdos no Ensino Fundamental e Médio. Ele possui graduação em Administração pelo Centro Universitário de Maringá (2012) e em Letras/Libras pela Faculdade Eficaz (2016). Também é pós-graduado em Educação Especial e Inclusiva, Libras, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD).

    “Alguns pensam que é mais fácil a comunicação em português”- Alberto Freiberger Bernardinelli, professor de Libras

    Para o professor do DLP, a existência de uma legislação valorizou a comunidade surda e a educação começou a ter prioridade. Como exemplo, tem-se o aumento do número de professores surdos nas universidades. “No entanto, algumas pessoas ainda têm preguiça de dar atenção à cultura surda e têm interesse em escutar apenas os ouvintes. Alguns pensam que é mais fácil a comunicação em português nos departamentos, e há aqueles que preferem professores ouvintes para trabalhar na área de Libras para facilitar a comunicação”, compartilha o docente

    A Libras é um sistema linguístico de natureza visual-motora utilizado como meio de comunicação e expressão da comunidade surda. Ela é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão desde 24 de abril de 2002, por meio da Lei nº 10.436/2002 e Decreto nº 5626/2005.

    Sendo uma língua oficial da comunidade surda brasileira, e segunda língua oficial do Brasil, ela possui uma gramática própria e é constituída pela configuração das mãos aliadas a movimento, direção, ponto de articulação e expressões faciais.

    Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), são mais de 300 variações usadas em interpretações com sinais no mundo. Cada país possui uma língua de sinais própria. Como exemplo, temos a dos Estados Unidos - American Sign Language (ASL), a da Argentina - Lengua de Señas Argentina (LSA) e a da França - Langue des Signes Française (LSF).

    O ensino de Libras se tornou obrigatório nos cursos de formação de professores de Pedagogia, Fonoaudiologia e das licenciaturas. No entanto, a carga horária pequena (68h) ainda não contribui como o esperado para a integração do surdo na sociedade ouvinte.

    Surdos no Ensino Superior


    A trajetória de Isabela Ferreira Gomes é mais um exemplo de luta e presença no Ensino Superior.

    Para ela, além da Lei nº 10.436, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146/2015) foi essencial para a inclusão. “Os surdos conseguiram se posicionar e ser vistos. As leis garantem direitos para que possamos ser representados, e dão liberdade para a língua ser reconhecida como língua”. Gomes também destaca a importância da lei que regulamenta a profissão do intérprete, o que contribui para valorizar ainda mais a comunidade.

    “Os surdos conseguiram se posicionar e ser vistos”- Isabela Ferreira Gomes, estudante

    Isabela Gomes nasceu surda profunda e começou a frequentar o Colégio Bilíngue para Surdos aos 4 anos. A escola foi o local onde ela teve contato com a Libras pela primeira vez. “Lá, você se comunica, adquire sua língua e se sente mais confortável. Você fala e te entendem”, contou.

    Seu processo de entrada na UEM foi angustiante. Ela tentou o vestibular pela primeira vez durante a pandemia, mas os equipamentos de proteção, na época de uso obrigatório, atrapalharam visualmente o trabalho dos intérpretes durante a aplicação da prova. Sua segunda tentativa foi por meio do Vestibular para Pessoas com Deficiência (PcD), e “Graças a Deus”, brincou, teve sucesso. “Tivemos um fiscal que sabia que eu era uma PcD e respeitou meu direito de surda. Assim consegui sinalizar e ver o intérprete sinalizar. Eu tive meu direito garantido”, afirmou.

    Ao ser questionada sobre os principais desafios que enfrenta diariamente, a acadêmica explica que o principal deles é a comunicação. “Quando participo de palestras, são os ouvintes que preparam os eventos. Eu chego e não há intérprete. E a acessibilidade? Eu sou surda e universitária. É importante ter a presença do intérprete em todos os espaços da instituição. Isso precisa ser contínuo.”

    Atualmente, existem dez intérpretes de Libras que fornecem suporte às atividades do Propae. No entanto, o número ainda é desigual em relação à quantidade de alunos surdos, o que acaba gerando um desgaste pela intensa carga horária de trabalho. “Nós ficamos limitados a ir em todos os espaços da universidade por conta disso. Fica aqui o pedido por mais intérpretes”, frisou.

    Em relação às conquistas, ela enfatiza o papel fundamental do Propae na sua carreira acadêmica. “Ele (Propae) garantiu a minha inclusão dentro da universidade. Tudo o que eu preciso, eu venho aqui e tenho essa assistência e interação. Hoje eu sou monitora de aluna surda. O que aprendi lá atrás, passo para ela como monitora.”

    Por fim, a estudante reforça que a língua de sinais é fundamental para vivermos em sociedade. “Para a continuidade da inclusão entre surdos e ouvintes, a resposta é a comunicação”, finalizou.

    Setembro azul
    A escolha do mês se dá por um conjunto de datas comemorativas e marcos históricos. São elas:

    6 a 11/9 - Em 1880, ocorria o Congresso de Milão, uma conferência internacional sobre a educação das pessoas surdas. A data marca um retrocesso ao proibir o uso das línguas de sinais.

    23/9 - Celebrado o Dia Internacional das Línguas de Sinais. A data escolhida é em homenagem ao dia em que a Federação Mundial dos Surdos foi criada, em 1951.

    26/9 - Comemora-se o Dia Nacional dos Surdos. A data foi instituída por meio do decreto-lei n° 11.796. O dia escolhido é em homenagem à fundação da primeira escola de surdos do Brasil, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines).

    30/9 - É o Dia Mundial do Tradutor. A data foi proposta pela Federação Internacional de Tradutores (FIT) em 1991. O intérprete/tradutor de Libras é reconhecido como profissional pelo decreto-lei.

    (Ana Laura Correa/UEM)

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