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    25-01-2024
    Os aprovados devem fazer a matrícula de 1º a 7 de fevereiro. Candidatos não convocados em primeira chamada precisam manifestar interesse em participar da lista de espera, no período de 9 a 18 de fevereiro
    A Universidade Estadual de Maringá (UEM) divulgou nesta quinta-feira (25) os resultados do Vestibular de Verão e do Processo de Avaliação Seriada (PAS) de 2023. Foram 1.148 aprovados no vestibular, que representaram um preenchimento de 94,8% das vagas ofertadas no concurso. No caso do PAS, são mais 612 aprovados, totalizando 1.760 estudantes aptos a ingressar na Universidade.

    Os números indicam o sucesso das mudanças no formato do vestibular da UEM, implantadas pela CVU, com o objetivo de melhorar o aproveitamento das vagas. Com a eliminação da prova de conhecimentos específicos, os candidatos podem escolher até três opções de cursos. O índice de vagas ociosas, que atingiu mais de 21% no Vestibular de Verão 2022, caiu para 4,3% em 2023, quando combinados os concursos de inverno e verão.

    No Vestibular de Verão, mais de 8 mil candidatos concorreram às 1.211 vagas. Destas, 770 foram reservadas a cotas sociais, raciais e para Pessoas com Deficiência (PcD).

    Mais de 23 mil estudantes se inscreveram no PAS, que ofertou 754 vagas aos candidatos da terceira etapa do processo. Um total de 19 oportunidades foram exclusivas a PcDs.

    A Reitoria também anunciou que a partir de 2024 os concursos do PAS/UEM e do Sistema de Seleção Unificado (Sisu/UEM) passarão, também, a ofertar cotas sociais e raciais.
    MATRÍCULAS E LISTA DE ESPERA – Os aprovados no Vestibular e no PAS devem fazer a matrícula de 1º a 7 de fevereiro, neste site. Outras orientações podem ser encontradas no site da Diretoria de Assuntos Acadêmicos (DAA).

    Candidatos não convocados em primeira chamada devem manifestar interesse em participar da lista de espera, no período de 9 a 18 de fevereiro. A manifestação de interesse deverá ser feita em endereço eletrônico específico para esse fim, que será aberto no site da DAA. A convocação dos candidatos em lista de espera ocorrerá a partir de 20 de fevereiro.

    Em caso de dúvidas quanto à classificação devido ao novo formato do concurso, os vestibulandos podem consultar um vídeo explicativo elaborado pela CVU. A Secretaria Virtual da CVU/UEM estará disponível para tirar dúvidas pelo telefone e Whatsapp (44) 3011-5700. Também é possível enviar questionamentos aos endereços de e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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    05-03-2024
    As universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG) e do Oeste do Paraná (Unioeste) estão entre as 100 melhores instituições de pesquisa do Brasil e entre as 200 da América Latina. A classificação está na edição de 2024 do ranking internacional Alper-Doger Scientific Index, que também destacou os pesquisadores ligados a essas instituições.

    Ao todo, foram ranqueadas 1.830 organizações, públicas e privadas, na região latino-americana, sendo 576 brasileiras, entre universidades, institutos, hospitais e empresas.

    O sistema de classificação e análise Alper-Doger se baseia no desempenho científico e no valor agregado da produtividade científica de cientistas de forma individual. O índice considera, entre outros fatores, o número de citações por publicação dos pesquisadores como métrica de avaliação das instituições.

    O intuito é evidenciar profissionais com trabalhos relevantes, assim como universidades e institutos com capacidade de atrair cientistas de excelência.

    No grupo das universidades estaduais, a UEM alcançou a melhor colocação nesta edição, saltando da 27ª posição nacional em 2023 para a 17ª neste ano, e da 49ª posição para a 22ª da América Latina. A instituição é considerada a segunda melhor do Paraná, entre públicas e privadas.

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    08-04-2024
    Serviço passa a funcionar nesta segunda-feira (8) no Laboratório de Imunogenética no câmpus sede da Universidade

    O Laboratório de Imunogenética (LIG), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), começa, nesta segunda-feira (8), a fazer os testes de histocompatibilidade para transplantes de órgãos sólidos de doadores falecidos. Com a implantação do serviço, o LIG, que está localizado no câmpus sede, Bloco T20, sala 109, torna-se o terceiro local no estado do Paraná a realizar estes exames, antes feitos apenas nas cidades de Curitiba e Londrina.

    Os exames de Painel de Reatividade de Anticorpos (PRA) e Prova Cruzada (CrossMatch), fundamentais para transplante de órgãos de doadores falecidos, eram realizados exclusivamente no Laboratório de Imunogenética do Hospital Universitário Cajuru, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC), em Curitiba, e no Laboratório de Histocompatibilidade, do Hospital Universitário Regional de Londrina, da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
    A professora Larissa Bahls, responsável técnica do LIG, enfatiza a importância da redução do tempo de espera, destacando que a estimativa é de um doador falecido por dia, totalizando cerca de 30 exames por mês. “Além de ser caro, por ter que manter um motorista na estrada todos os dias para levar as amostras para Londrina, o processo fica mais demorado. Hoje, segundo Vivianne Toniol, enfermeira coordenadora do Serviço de Doação e Transplantes do Hospital Bom Samaritano, a média de espera entre retirar o rim de um doador e transplantar em alguém aqui de Maringá é de cerca de 20 horas. O que não é o ideal, pois quanto menor o tempo, melhor. Trazendo os exames para cá, acreditamos que podemos reduzir esse tempo de espera”, detalha.

    O reitor da UEM, Leandro Vanalli, expressa a importância social da mudança. “Com o funcionamento desse novo serviço no laboratório, a UEM passa também a dar a sua contribuição para o sucesso e os bons resultados dessa rede tão importante e delicada, auxiliando com a estrutura física e facilitando a logística, visto que estamos numa região estratégica que pode contribuir muito com a infraestrutura que o Estado já possui. Além disso, é muito importante para trazer tranquilidade às famílias e esperança de vida renovada para o receptor que precisa tanto receber um transplante.”

    Hoje, está sendo implantado o projeto de transição dos exames de Londrina para Maringá. Inicialmente, será feita a tipagem de antígenos leucocitários humanos (HLA) de doadores falecidos de órgãos, como rim, fígado, coração, entre outros. No segundo semestre, serão introduzidos os exames de monitoramento dos pacientes na lista de espera para transplantes renais e cardíacos, e, na sequência, os exames da prova cruzada, que é cruzar as células do doador com o sangue dessas pessoas que estão na lista de espera para saber quem pode receber.
    Segundo Bahls, o novo atendimento irá se somar aos exames já realizados no LIG, que são de tipagem HLA de receptores e doadores de medula óssea, nas diferentes etapas do processo de busca por doadores compatíveis (família e Cadastrado no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea – Redome).

    Atualmente, o Laboratório realiza exames para o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea dos Hemocentros de Maringá, Cianorte, Paranavaí, bem como exames de pacientes do Hospital do Câncer de Maringá e seus familiares. A partir do atendimento para transplante de órgãos passará a atender 23 hospitais, distribuídos nas cidades de Campo Mourão, Cianorte, Colorado, Goioerê, Maringá, Paranavaí, Sarandi e Umuarama. As amostras são encaminhadas pela Central Estadual de Transplante (CET-PR), por meio da Organização de Procura de Órgãos (OPO – Maringá).
    Para a abertura do serviço, o LIG teve que se preparar estruturalmente com a compra de equipamento e kits para exames. Até o momento, já foram investidos cerca de R$ 700 mil, e está em andamento mais um pedido de compras de cerca de R$ 500 mil em kits para tipagem HLA e para detecção de anticorpos anti-HLA. “É preciso destacar que, além do investimento financeiro, investimos horas e horas de treinamento e desenvolvimento técnico e de gestão da qualidade voltada para laboratórios, que executam estes exames de alta complexidade. O investimento veio dos recursos obtidos com a prestação de serviços que o LIG faz há anos junto ao Redome”, explica Bahls.

    As vantagens do novo serviço são destacadas, incluindo benefícios para pacientes transplantados, familiares de doadores falecidos, equipes transplantadoras e a equipe da Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Maringá. “Quanto mais rápido é o processo, menor a chance de rejeição e melhor o desfecho pós-transplante; o corpo do doador falecido será liberado mais rápido para os familiares, as equipes transplantadoras vão trabalhar com mais segurança devido à maior facilidade de comunicação com a equipe técnica do laboratório, além de vislumbrar melhor evolução de seus pacientes por trabalhar com menor tempo de isquemia fria (tempo entre a captação do órgão e o transplante propriamente dito)”, frisa a coordenadora do LIG-UEM.

    A coordenadora da OPO-Maringá, Gislaine Duarte, avalia positivamente o início da prestação do serviço na UEM. “Tudo que envolve logística de transporte de amostras acaba ficando um pouco mais complexo. Vemos com muito bons olhos a retomada pela cidade de Maringá da realização desses exames, pois, desde 2021, passamos a encaminhar os exames da nossa região para Londrina, após um laboratório privado deixar de prestar o serviço. Mas sabíamos que o laboratório de UEM tinha interesse em assumir esta demanda, só era preciso adequação, como aquisição de materiais e insumos e treinamento da equipe. Avalio que não há necessidade de ter laboratório nos 399 municípios paranaenses, mas, ao menos, ter laboratório na cidade onde acontece o transplante, ajuda muito, favorece a logística, tornando mais dinâmico tanto para o usuário quanto para os profissionais que atuam no processo.”
    O Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas (Lepac), da UEM, também irá absorver os exames de Covid dos pacientes que estão na fila de Maringá e região. De acordo com Duarte, somente os exames sorológicos ainda vão continuar sendo feitos em Londrina, não permitindo neste momento a redução do custo de logística, mas esforços estão sendo feitos para a migração dos exames sorológicos para Maringá.

    Duarte enfatiza a importância dos exames imunogenéticos serem realizados nas instituições de ensino superior. “É importante que os testes de imunogenética sejam mantidos nas universidades porque o profissional que faz esse exame deve ter expertise no assunto, notório saber nessa área tão específica. Nós imaginamos que esses acadêmicos vão perpetuar este conhecimento. É muito rico para o cunho acadêmico. A equipe do Laboratório de Imunogenética da UEM foram muito proativos nesse processo, nos apoiaram e se mobilizaram bastante para que essa prática fosse absorvida pela universidade, não simplesmente pela relevância acadêmica, mas pela relevância social do serviço.”
    Os estudantes da UEM passarão a ter oportunidade de conhecer um serviço de ponta, equipamentos e técnicas avançadas.
    Doadores falecidos

    Uma vez identificada a morte encefálica de um potencial doador, o ideal é que imediatamente seja aberto protocolo para diagnóstico de morte encefálica e, na sequência, seja coletado e enviado o material ao laboratório de referência para os exames pré-transplante necessários. A demora neste processo pode acarretar, inicialmente, a desistência da doação por parte da família do doador, além de ter consequências também para o receptor, uma vez que podem aumentar as chances de rejeição e perda do órgão transplantado. Ainda, o transporte da amostra para realização dos exames em outro município, além de representar um alto custo (motorista, combustível, manutenção do veículo), também compromete a viabilidade da amostra, aumentando a chance de problemas técnicos, uma vez que os exames só serão realizados quando a amostra chegar ao laboratório de análise.

    Além do benefício financeiro a longo prazo e agilidade no transplante, uma vez implantada a metodologia para exames PRA, há a possibilidade de realizar testes para acompanhamento dos pacientes no pós-transplante, identificando precocemente o início de processos de rejeição. Isto evitaria a necessidade de medicamentos de alto custo, procedimentos de biópsia e até mesmo a perda do órgão e volta do paciente para lista de espera.
    A equipe do LIG é composta de cinco professores, envolvidos com a prestação de serviços, uma técnica de nível superior, três técnicos de nível médio e uma agente administrativa. Segundo Bahls, no momento, está sendo buscado maneiras de ampliar a equipe para conseguir cobrir o plantão de sobreaviso 24h/dia nos 365 dias do ano, conforme exigência da CET-PR. “Com a equipe que temos hoje conseguimos montar a escala de plantão, porém precisamos de pessoal para cobrir férias, licenças e, principalmente, para os períodos de recesso da UEM”, alerta.

    Autorização eletrônica de doação de órgãos

    Os cartórios de todo o País lançaram na semana passada um documento eletrônico que permite a oficialização da vontade dos cidadãos que querem ser doadores de órgãos. A partir de agora, quem desejar se tornar doador de órgãos poderá preencher a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo) em qualquer um dos 8,3 mil cartórios de notas do país. A emissão é gratuita e o preenchimento do documento on-line.
    As autorizações ficarão disponíveis em um sistema eletrônico e poderão ser acessadas pelos profissionais de saúde para comprovar o desejo de quem faleceu. O cidadão poderá autorizar a doação dos seguintes órgãos: coração, pulmão, rins, intestino, fígado, pâncreas, medula, pele e músculo esquelético.

    Iniciativa vai favorecer a doação de órgãos no Brasil. As doações de órgãos possibilitaram 9,2 mil transplantes no País, em 2023. O número representa aumento de 13% em relação ao ano de 2022.

    O Paraná manteve a liderança nacional em doações de órgãos em 2023, registrando 42,5 doadores por milhão de população (pmp). Em números absolutos são 486 doadores efetivos. Os dados são do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), elaborado e divulgado pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) nesta semana. A média do Brasil foi 19,9 pmp.
    As doações de órgãos ocorrem somente após o diagnóstico da morte encefálica e precisam ser autorizadas pela família do doador, mesmo que o paciente tenha registrado em vida a vontade de ser doador. Todas as famílias dos potenciais doadores passam por uma conversa com as equipes de saúde para esclarecer dúvidas e receberem orientações quanto à possibilidade da doação de órgãos.

    O RBT apontou que o Paraná possui a menor taxa de recusa familiar para doação do Brasil. O Estado registrou 27% de recusa durante as entrevistas familiares, enquanto a média nacional foi de 42% no ano.

    A Central Estadual de Transplantes (CET) fica em Curitiba e é responsável pela coordenação das atividades de doação e transplantes em todo Estado. Além disso, conta com quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), na Capital, Londrina, Maringá e Cascavel. Estas unidades trabalham na orientação e capacitação das equipes distribuídas em 67 hospitais do Paraná, que mantêm Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT).

    (Com informações da Agência Brasil e Agência Estadual de Notícias.)

    SERVIÇO

    Link Aedo: acessar site – https://www.aedo.org.br/

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    07-07-2023
    As universidades estaduais de Maringá (UEM), de Londrina (UEL), de Ponta Grossa (UEPG) e do Oeste do Paraná (Unioeste) estão novamente entre as melhores instituições de ensino superior da América Latina, segundo o Latin America University Rankings 2023. O ranking foi publicado na quarta-feira (5) pela Times Higher Education (THE), revista do Reino Unido, especializada no desempenho global da educação superior.

    Nesta oitava edição do levantamento, pela primeira vez a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) está classificada entre as principais instituições latino-americanas de ensino superior. Em 2023, foram avaliadas 197 instituições, de 15 países da América Latina e do Caribe, sendo o Brasil o mais representado, com 65 universidades classificadas.

    Na 28ª colocação nacional, a UEM lidera a classificação entre as universidades ligadas ao Governo do Paraná. No extrato latino-americano, a instituição ocupa a posição 50. Na sequência, a UEL aparece como 29ª melhor universidade do Brasil e 51ª da América Latina. A UEPG e a Unioeste estão classificadas no 42º e 45º lugar, entre as brasileiras, e nas posições 99 e 101-125 no bloco latino-americano, respectivamente. A UENP figura no 64º lugar, no Brasil, e na faixa 151+ da América Latina.

    Esse ranking é reconhecido com um dos mais importantes índices educacionais do globo, e utiliza 13 indicadores para atribuir notas para as instituições de ensino. Os dados avaliados nesta edição são relativos a resultados acadêmicos obtidos em 2021.

    Os critérios de desempenho são agrupados em cinco áreas: ensino (ambiente de aprendizagem), com de peso de 36%; pesquisa (volume, investimento e reputação), que equivale a 34% da nota; citações (influência da pesquisa), com peso de 20%; inovação (transferência de conhecimento), com 2,5% de peso; e internacionalização (pesquisas e mobilidade de professores), que corresponde a 7,5% da nota.

    O coordenador de Ensino Superior, Pesquisa e Extensão, da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Fabiano Gonçalves Costa, comentou sobre a boa performance das universidades estaduais num ranking de reconhecimento internacional. Ele avaliou de forma positiva a classificação das instituições entre as melhores do continente e destaca o trabalho desenvolvido no campo acadêmico, em nível estadual.

    “Os resultados dos rankings acadêmicos proporcionam uma visibilidade externa para as várias atividades desenvolvidas no campo do ensino, da pesquisa e da extensão, servindo também como parâmetros para o planejamento e aperfeiçoamento de ações e projetos institucionais nas diferentes unidades acadêmicas das universidades. Essa nova classificação das universidades estaduais entre as melhores da América Latina comprova o impacto positivo do trabalho que vem sendo desenvolvido no Paraná, com foco no fomento científico e tecnológico”, afirma.

    Além das estaduais, o ranking com as melhores instituições de ensino superior da américa latina de 2023 destaca a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

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    28-11-2023
    O Câmpus Regional Noroeste (CRN), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), localizado no município de Diamante do Norte (PR), distribuiu durante este ano cerca de 200 mil mudas de mandioca de mesa das cultivares BRS 429, BRS 399 e BRS 396, desenvolvidas por meio de pesquisa conjunta com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ao todo, foram contemplados mais de 30 produtores rurais, em sua maioria, dos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

    Na última semana, várias famílias que receberam as ramas de mandioca retornaram satisfeitas com o produto em sua propriedade rural. A família do produtor Maurício Roberto Molina, do sítio Remanso Sereno, situado no Água Doce, no município de Mato Rico (PR), deu uma devolutiva positiva sobre as ramas que recebeu, enviando foto de toda a família no momento em que descarregava as ramas da caminhonete. Segundo o diretor do Câmpus Noroeste da UEM, Marcos Paulo Alberto Pereira, o produtor Molina recebeu cerca de 200 mudas de mandioca de mesa.

    Já o produtor de Umuarama (PR), Ailton Francisco da Costa, também enviou uma foto dele em meio a plantação de mandioca. Costa está muito satisfeito com o andamento da sua produção, pois está crescendo com muito vigor.

    Pereira ressalta que a distribuição das ramas da mandioca é de baixo custo e que os produtores precisam apenas custear o transporte das mudas de mandioca da UEM até a propriedade rural. “Nós desenvolvemos um projeto científico, de melhoramento genético da mandioca, onde testamos as cultivares da Embrapa. Mas o trabalho é também de extensão, com caráter social”, explica.

    Segundo pesquisadores, a cultivar BRS 429 é de polpa amarela, precoce, se destaca pelo desempenho culinário e sabor e a produtividade média é de quase 50% em relação às variedades tradicionais produzidas na região noroeste, além de ter potencial para superar 60 toneladas por hectare. Já a cultivar BRS 399 se caracteriza também por ter polpa amarela e teores bem mais altos de carotenóides, que contribuem para a síntese de vitamina A no corpo. Ela tem alta produtividade e é resistente às principais doenças.

    Por meio da parceria com a Embrapa, o CRN da UEM possui um banco de variedades, adaptadas à região, para manutenção de suas genéticas e atendimento às demandas dos agricultores familiares.

    Segundo Pereira, o convênio com a Embrapa, coordenado pelo pesquisador doutor Rudney Ringenberg, termina em 2024, mas já há tratativas para sua renovação. “Queremos continuar a área de teste, expandir para outras variedades de mandioca de mesa, ampliar o banco de cultivares e cuidar da sanidade. Nosso foco constante é entregar um material de qualidade para os produtores rurais”, revela.

    Pereira frisa que a distribuição de ramas de mandioca só será retomada em março de 2024.

    Convênio: O convênio entre a Embrapa e a UEM, para melhoria e desenvolvimento genético da mandioca iniciou em 2009 numa pequena área experimental de 12 mil metros quadrados. Os estudos tiveram participação do Centro Estadual de Educação Profissional do Noroeste, da Prefeitura de Diamante do Norte, do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater) e de produtores parceiros.

    Por meio da parceria já foram selecionadas e lançadas as variedades BRS 396, BRS 399 e BRS-429. Todas elas se caracterizam por ter polpa amarela e teores bem mais altos de carotenóides, que contribuem para a síntese de vitamina A no corpo. São variedades muito produtivas, adaptadas, resistentes às principais doenças, com sabor superior e aptas ao preparo de vários pratos, como bolos, salgados, chips, escondidinhos, nhoques, entre outros.

    Mandioca: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que este ano a colheita nacional ficará em torno de 18,4 milhões de toneladas, colhidas a partir dos 1,24 milhões de hectares plantados. Atualmente, o estado que mais produz a raiz é o Pará, seguido pelo Paraná e pela Bahia.

    Na safra 2022/2023, o Paraná plantou 126,4 mil hectares de mandioca industrial que renderam 2,9 milhões de toneladas; e mais 19,6 mil hectares de mandioca de mesa, com produção de quase 400 mil toneladas.

    De acordo com o Cepea, em 2022 o Brasil exportou 43,6 mil toneladas de fécula de mandioca, 6% a mais do que o volume comercializado com outros países em 2021.

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